segunda-feira, 20 de junho de 2011


TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM - DISCALCULIA

Discalculia, um transtorno de aprendizagem tão comum em salas de aulas quanto a dislexia (o transtorno de aprendizagem de leitura). Quem tem discalculia não possui habilidades matemáticas. Faltam noções de grandeza ou de valor dos números. Essas pessoas não conseguem fazer cálculos e nem sequer decoram a tabuada. As pessoas com dificuldades matemáticas tendem a ganhar e gastar menos. São mais propensas a ficar doentes e cometer crimes. Também demandam mais ajuda da escola. A discalculia é pouco conhecida. Parte do problema é resultado da tolerância nas escolas para as dificuldades com matemática. Muitos pais e professores não percebem que há um problema e os alunos podem chegar até a vida adulta sem saber que sofrem deste transtorno. Outro obstáculo é o diagnóstico complicado. É preciso uma equipe interdisciplinar, formada por fonoaudiólogo, neuropsicólogo, psicopedagogo e neuropediatra para identificar o transtorno corretamente. Os diagnósticos de discalculia começam a aparecer com mais freqüência nos consultórios clínicos. Os alunos com discalculia conseguem aprender matemática com atenção individual e técnicas de ensino especiais. Mas poucas escolas têm professores, estrutura, planejamento ou materiais adequados.

Existem softwares importados desenvolvidos para quem não tem habilidades matemáticas. Com os programas, que concretizam os números e as operações matemáticas com imagens, aprende-se a ler as horas e a fazer algumas operações básicas, como somar e dividir. Desenvolver softwares para melhorar o aprendizado!

Pessoa com discalculia também não desenvolvem noções de tempo e espaço.

SINTOMAS:

· Não aprendem a ler as horas.

· Não sabem a sequência dos meses de ano ou noções de ontem, hoje e amanhã.

· Em jogos, não gravam regras e não conseguem montar estratégias

· Têm dificuldade para calcular troco.

· Não guardam fórmulas matemáticas e têm muita dificuldade de entender os enunciados de exercícios.

· Falta de noção de magnitude: a criança não sabe, por exemplo, se o número 12 é mais próximo, em grandeza, do 10 do que do 20. Nem que 200 é menor que 2000.

· São incapazes de fazer cálculos mentais.

· Os mais novos confundem números graficamente parecidos, como 6 e 9 ou 14 e 41.

Ler Revista ÉPOCA 13 de junho de 2011, páginas 96, 97. Escreve Camila Guimarães.

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